domingo, 7 de junho de 2015

Violência faz parte da rotina de Parnamirim

Maria Francinete de Oliveira, autônoma, é mais uma trabalhadora que, pela terceira vez em seis meses, entra para as estatísticas da insegurança que assola a terceira maior cidade do estado, Parnamirim. Ao sair do supermercado, quinta-feira passada, ela
foi surpreendida por dois adolescentes armados, que levaram, além do celular e cartões de crédito, a feira da semana que acabara de comprar. Não bastassem os assaltos, Parnamirim viu, de 2010 a 2012, o número de óbitos por armas de fogo crescer 97,05%, conforme dados do Mapa da Violência 2015. Das duas Delegacias de Polícia Civil instaladas no município, somente uma delas é responsável pelo atendimento de uma população de aproximadamente 200 mil pessoas. O resultado: a investigação de crimes e prisão de suspeitos, prejudicada.



“Eu estava saindo do supermercado, com uma feirinha. Já andava quase sem nada, porque já havia sido assaltada outras duas vezes somente este ano. Eles estavam numa bicicleta, me pararam, me revistaram e levaram tudo o que tinha ali comigo. Foi humilhante”, relembrou Maria Francinete de Oliveira. Ela é moradora de um dos bairros periféricos de Parnamirim com o maior índice de violência, Passagem de Areia. Não somente na rua, mas também em casa, ela e a família foi vítima da insegurança generalizada. “Eles entraram pela porta da frente, com arma na mão e levaram playstation, aparelhos de celular, câmera digital e ainda queriam mais”, relatou indignada. “O que a vai fazer? Meus filhos estão amedrontados. Em que ponto chegaremos? O que farei para não mais ser assaltada?”, indagou a mulher que cria os dois filhos sozinha.

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Fonte: Tribuna do Norte

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