quinta-feira, 7 de junho de 2012

NATAL/RN: Corpus Christi: Demonstração pública da fé católica

O dia em que a comunidade católica mostra à sociedade a crença de que Jesus Cristo vive na Eucaristia. Basicamente este é o significado da festa de Corpus Christi, celebrada nesta quinta-feira em várias paróquias da capital.
Muitos cristãos natalenses passaram a madrugada montando enormes e coloridos tapetes, feitos de areia e pó de serra. Para citar alguns exemplos, a tradição foi comemorada em Candelária, Morro Branco, no Alecrim e também na Catedral Metropolitana, onde houve missa e procissão pelas ruas do centro, presidida pelo arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha.

Há séculos é assim. A origem da festa tem diversas significações. Na Idade Média era costume celebrar a missa com as costas voltadas para o povo. Criou-se um mistério em torno da Ceia Eucarística.
 
“Todos queriam saber o que acontecia no altar, entre o padre e a hóstia. Para evitar interpretações de ordem mágica e sobrenatural da liturgia, a Igreja foi introduzindo o costume de elevar as partículas consagradas para que os fiéis pudessem olhá-la. Este gesto foi testemunhado pela primeira vez em Paris, no ano de 1200”, contou o padre Roberto Silva, pároco da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Morro Branco, onde uma procissão com aproximadamente 1.500 pessoas seguiu pelas ruas Antônio Basílio, Raimundo Brito, Nascimento de Castro e Júlio Rezende, voltando em direção à igreja. No tapete foram usados mais de 200 sacos de pó de serra.

Em Candelária, aproximadamente 800 pessoas participaram da celebração, que começou às 17h com uma missa celebrada pelo padre Júlio César Cavalcante na Praça de Guadalupe, próximo à delegacia, e seguiu pelas ruas do bairro com destino à Matriz de Nossa Senhora da Candelária. “Gastamos 70 quilos de areia colorida e 80 quilos de pó de serra. A força de vontade das pessoas também ajudou a fazer o tapete”, disse a articuladora paroquial Eralce Silva Campos.

Catedral lotada


Na Catedral Metropolitana, mais de quatro mil fiéis compareceram à celebração e ao cortejo que seguiu pelo centro tendo à frente uma viatura do Corpo de Bombeiros com o Santíssimo Sacramento.
 
“É a solenidade do corpo de Deus que se celebra 60 dias após o Domingo de Páscoa. É uma tradição para proclamar sempre o mistério, a grandeza e o valor da sagrada eucaristia para a vida da Igreja”, declarou o arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha. “É um memorial da paixão, morte e ressureição. Cristo pediu que se fizesse tudo isso em sua memória”.
 
O padre Aerton Sales, pároco da catedral, disse que esse ano não foi montado o tapete de 40 metros por três de largura entre a porta e a calçada, na Deodoro. A chuva atrapalhou, mas o brilho da celebração se manteve. “Também é uma data em que pedimos perdão a Jesus Eucarístico. É o único dia do ano em que levamos às ruas o Santíssimo Sacramento. As procissões mostram ao público que Jesus está presente na hóstia sagrada”, afirmou Sales. Para a religiosa Iolanda Silva, a data tem um significado especial. “É uma tradição que começa desde que a gente é criança. Para mim acredito que estou dando meu testemunho vivo”.
 
Fonte: DN Online

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