Maria Francinete de Oliveira, autônoma, é mais uma trabalhadora que, pela terceira vez em seis meses, entra para as estatísticas da insegurança que assola a terceira maior cidade do estado, Parnamirim. Ao sair do supermercado, quinta-feira passada, ela
foi surpreendida por dois adolescentes armados, que levaram, além do celular e cartões de crédito, a feira da semana que acabara de comprar. Não bastassem os assaltos, Parnamirim viu, de 2010 a 2012, o número de óbitos por armas de fogo crescer 97,05%, conforme dados do Mapa da Violência 2015. Das duas Delegacias de Polícia Civil instaladas no município, somente uma delas é responsável pelo atendimento de uma população de aproximadamente 200 mil pessoas. O resultado: a investigação de crimes e prisão de suspeitos, prejudicada.
