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| Rosalba Ciarlini é candidata natural do DEM à reeleição |
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| Henrique Eduardo Alves considera prematuro discutir nomes |
A um ano e dez meses da eleição geral de 2014 os dirigentes partidários,
lideranças e afins começam 2013 intensificando os diálogos que dão
início a um reposicionamento das alianças para o pleito. De um lado, o
grupo que faz oposição ao Governo Rosalba Ciarlini (DEM) promove
encontros, desenha estratégias possíveis e anseia atrair novos
parceiros, sem deixar de discutir as incompatibilidades surgidas pelo
caminho. De outro, o bloco de legendas aliadas ao executivo estadual
trabalha para evitar dissidências e manter-se unificado, uma tarefa que
não tem sido fácil. A TRIBUNA DO NORTE ouviu as principais lideranças do
Rio Grande do Norte sobre projetos eleitorais futuros, política de
acordos e as articulações ainda polidas, porém, devidamente aceleradas.
Uns adotaram um tom sutil, como no caso do presidente estadual do PMDB,
Henrique Eduardo Alves - "não estamos pensando em candidatura para
governo. Ainda é cedo", disse ele. Outros, como o vice-governador
Robinson Faria (PSD), foram enfáticos ao de propósitos futuros: "nunca
escondi que quero ser governador e vou trabalhar para realizar esse
sonho", frisou o líder do PSD. E não esconde mesmo.
Robinson foi o anfitrião de um encontro entre lideranças oposicionistas
domingo, 6, na sua casa de praia, em Pirangi, litoral sul da capital. A
'conversa entre amigos' - como ele diz, foi amplamente divulgada pelas
assessorias de imprensa dos presentes, uma forma de mostrar ao outro
lado do jogo que as afinidades estão em grau satisfatório. "Esse grupo
não se formou de forma artificial e está cada vez mais unificado e
próximo", disse o vice-governador. Participaram das conversas do
condomínio Porto Brasil, onde a família do peessedista passa o veraneio,
o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT); a vice-prefeita, Wilma
de Faria (PSB); as deputadas federais Fátima Bezerra (PT) e Sandra
Rosado (PSB); o prefeito de Parnamirim, Maurício Marques (PDT); e os
deputados estaduais Agnelo Alves (PDT), José Dias (PSD), Gesane Marinho
(PSD), entre outros.
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| Garibaldi Filho considera que momento do PMDB do Rio Grande do Norte é de independência |
Neste sábado, 12, os aliados da governadora Rosalba Ciarlini deram uma
resposta. Lideranças do PMDB (Garibaldi Filho e Henrique Alves); além
dos deputados federais Felipe Maia (DEM), Betinho Rosado (DEM) e João
Maia (PR) estiveram em companhia da governadora Rosalba Ciarlini, na
praia de Jacumã, numa espécie de confraternização. "Eu não irei (ele
falou na sexta-feira, 11) porque estarei fora do estado", afirmou o
senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM - "mas estarão
todos reunidos", completou o democrata.
PDT avalia que é cedo para definir compromisso eleitoral
O
deputado Agnelo Alves garantiu que o PDT "ainda não tem compromisso com
ninguém para 2014, embora tenha apreço e afinidade com vários nomes".
"Estamos querendo resgatar Natal e continuar os avanços dos últimos anos
em Parnamirim. É este nosso único objetivo no momento", atestou o
parlamentar. Agnelo lembrou que o PDT acabou de eleger os prefeitos da
primeira e terceira cidades em população no Estado, o que representa 46%
do total de habitantes do Rio Grande do Norte. Isso, enfatizou ele,
credencia o partido a discutir o pleito eleitoral com voz ativa.
"Não
há como pensar em sucessão governamental agora. Todos querem ser mas
nenhum foi até agora submetido ao merecimento popular. Mérito e gestão
atualmente são primordiais", destacou o pedetista. Embora garanta que
não há diálogos e aliados definidos, o PDT deve se manter no grupo
oponente ao Governo estadual porque não vê justificativa para mudança do
quadro atual. Sobre a chegada do PMDB ao bloco que faz oposição à
gestão Ciarlini, ele garantiu que os petistas não se opõem a essa
possibilidade. "Não há incompatibilidade irremovível, embora este
assunto não esteja sendo absolutamente tratado por nós", reforçou.
Agnelo
Alves falou também sobre o projeto do vice-governador Robinson Faria,
que já admite o esforço desprendido para viabilizar a candidatura ao
governo do Estado. "Ele é um nome respeitado no PDT porque nos apoiou na
eleição municipal, mas o fato é que temos preocupações muito urgentes
neste momento, como as administrações em cidades muito importantes no
Estado", expôs o deputado.
Fátima afirma que PT nacional quer candidatura ao Senado
A
deputada Fátima Bezerra declarou que o PT estadual já se prepara para
abrir o debate interno sobre as eleições de 2014 e admitiu que entre as
pretensões está uma candidatura ao Senado, a qual deverá protagonizar; e
a ampliação dos quadros na Assembleia Legislativa. A deputada federal
assinalou ainda que as escolhas petistas para o pleito estarão,
necessariamente, em harmonia com o diretório nacional, que apresentará
ao Brasil a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. "Há um sentimento do
PT nacional para que eu disponibilize meu nome para o Senado. Nós vamos
maturar essa ideia, mas por enquanto vamos promover debates nas
instâncias partidárias para saber se o sentimento é mesmo esse", frisou a
parlamentar.
O diretório estadual do PT se reuniu em dezembro e
decidiu, por meio de resolução, que o debate sobre o pleito do próximo
ano será iniciado - no que concerne à instância interna - já em 2013. De
antemão, é consenso entre os petistas a "aliança preferencial" com o
PDT, PSB e PDT, um cenário histórico e com viés nacional. Ela observa,
no entanto, que as legendas aliadas no plano federal, como é o caso de
PSD, PMDB, PV ("de Paulo Davim") e outras - também são bem-vindas, desde
que não estejam unidas às siglas sumariamente divergentes, como PSDB,
PPS e DEM.
"Vamos aguardar o desfecho do PMDB sobre a aliança com
o DEM. Se eles romperem, poderão tranquilamente dialogar conosco",
salientou ela. Fátima se diz "motivada" para enfrentar a disputa ao
Senado. "Nossa ideia também é aumentar o quadro na Assembleia e,
prioritariamente, reeleger a presidenta Dilma", concluiu a parlamentar.
José Agripino destaca que Rosalba é candidata natural
Para
o Partido Democratas (DEM), Rosalba Ciarlini é candidata natural ao
governo. Mas segundo o presidente nacional da legenda, José Agripino
Maia, essa é uma possibilidade e não uma certeza. "Não estou lançando a
governadora candidata, eu apenas estou dizendo que isso é presumível",
disse ele. Agripino destacou que, ademais, a chefe do executivo estadual
não tem como prioridade discutir a eleição do próximo ano e sim se
dedicar à administração. "Sabemos do momento de dificuldade e nós temos
consciência que o governo passa por um momento de desgaste devido aos
problemas de ordem orçamentária e financeira que herdou, mas eu tenho
certeza que essa fase será superada", opinou ele.
De acordo com o
senador, o Democratas concluiu a eleição municipal de maneira exitosa,
com um crescimento de 50% em relação ao que era antes. Ele destacou a
manutenção da administração do DEM na maior cidade do interior -
Mossoró - com a vitória de Cláudia Regina (DEM), além de outros
municípios, como Pau dos Ferros e João Câmara. Para ele, na medida em
que superar as dificuldades administrativas, o Governo do Estado dará
uma contribuição nutritiva à legenda com vistas à eleição de 2014.
"Essas dificuldades estão sendo superadas e isso é importante para o
crescimento do partido também", disse ele.
José Agripino não
conta com o rompimento de aliados, como o PMDB, da base de sustentação
da governadora. Mas de toda forma, pondera que o máximo a ser feito pelo
Democratas é torcer pela permanência da união do grupo, já que não pode
interferir em escolhas de terceiros. "É nossa vontade que a aliança
permaneça, agora cada partido responde por si próprio", exclamou.
Agripino frisou ainda que o DEM quer e deseja mais: "que o PMDB esteja
por inteiro na nossa aliança em 2014". Ele falou também sobre o PR,
partido sob o comando do deputado federal João Maia. A legenda do
parlamentar republicano tem se aproximado de peemedebistas e democratas
potiguares, mas em nenhum momento declarou apoio irrestrito à gestão
estadual.
Wilma afirmou que prefere uma vaga na Câmara
A
vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), afirmou em entrevista
recente à TV Tribuna, que prefere ser candidata a deputada federal em
2014 é um "bom caminho". Durante a entrevista, a presidente estadual do
PSB evitou falar em projetos para as próximas eleições, mas admitiu a
predileção pela Câmara dos Deputados. Wilma de Faria foi procurada para
falar sobre o pleito estadual, mas não quis se pronunciar.
A
peessebista é considerada ponto divergente na intenção do grupo de
oposição de atrair o PMDB. Enquanto a maior parte dos aliados se
posicionam favoráveis à aproximação peemedebista, a ex-governadora se
apresenta claramente contrária. Na entrevista que concedeu à TN, a
vice-prefeita voltou a criticar o governo Rosalba Ciarlini e destacou
que a chefe do Executivo ainda não começou a cumprir o que apresentou na
campanha.
Wilma de Faria não externa, mas de maneira polida tem
trabalhado para viabilizar uma candidatura majoritária em 2014. A
candidatura para deputada federal é manifestada oficialmente, no
entanto, esta não é a única da pretensão da líder do PSB.
PMDB reavalia aliança, diz Henrique
O
PMDB optou por reavaliar a aliança com a administração da governadora
Rosalba Ciarlini. A informação é do presidente estadual da legenda,
Henrique Eduardo Alves. De acordo com o parlamentar, a insatisfação de
deputados da Assembleia Legislativa somada a uma falta de reciprocidade
do Governo com os peemedebistas têm gerado seqüelas que precisam ser
reparadas para evitar cisões mais graves. Ele enfatiza que não há uma
boa articulação política por parte do Governo e que o debate com os
aliados é inexistente. Henrique também criticou o fato de o conselho
político, criado ano passado, não haver se reunido uma vez sequer.
"Vamos saber se o Governo vai continuar isolado, se vai querer ouvir os
aliados, planejar o futuro ou se vai ficar nessa mesmice aí", criticou o
deputado.
andré dusekO PMDB estadual já agendou um encontro para a segunda quinzena de março.
Mas antes, a governadora Rosalba Ciarlini e interlocutores já devem
atuar na condição de bombeiros pra apagar as chamas geradas a partir de
descontentamentos dos parlamentares estaduais. O deputado Henrique Alves
destacou que apesar da "insatisfação latente" e da "falta de diálogo
interno, mais transparente e eficiente" do Governo, os peemedebistas
estão dispostos a dialogar e buscar uma reaproximação com a gestão
democrata. Um dos pontos criticados pelo presidente estadual do PMDB diz
respeito a "falta de autonomia dos secretários" do estado. "Não é
questão de recurso ou de cargo, mas de diálogo e parceria".
Ele
garantiu que embora o momento seja de realinhamento político e
administrativo o PMDB não pensa, pelo menos no momento, na possibilidade
de se reposicionar no cenário local e se aliar ao grupo de oposição.
"Não seria correto, não teria lógica politica. Nós estamos na nossa casa
tentando um caminho. Isso aí seria oportunismo", destacou o
parlamentar. Ele destacou que o PMDB já sabe o que quer, "resta saber
qual o tipo de parceria o Governo quer com o partido".
Diante das
especulações germinadas a partir de conversas entre líderes e
dirigentes partidários, no sentido de que a oposição visa atrair os
peemedebistas para uma aliança com vistas a 2014, Henrique é enfático:
"vamos tentar manter a parceria atual". Ele afirma que a discussão sobre
candidatura majoritária para 2014 não está em pauta no PMDB. "Não é
hora", disse. Henrique nominou a parceria com o Governo de "residual e
estreita". "Isso não é bom para nenhum dos lados. Isso precisa ser
reavaliado", reforçou. Ele destacou que o PMDB saiu grande na eleição
municipal, com 52 prefeitos eleitos, e essa situação reforça a condição
de grande e importante legenda no Rio Grande do Norte e no país.
Para
o ministro da Previdência, Garibaldi Filho (PMDB), o momento dos
peemedebistas, no Rio Grande do Norte é de independência. Ele evita
declarações mais detalhadas sobre a tendência do partido. Mas também
confirma que a definição sobre a permanência na base aliada será em
março, durante reunião do diretório estadual da legenda.
Robinson Faria admite candidatura
O
PSD é o único dos partidos potiguares a ter um político que admite
disputar a eleição para chefe do executivo estadual. O vice-governador
Robinson Faria já declarou ter esse objetivo para 2014, embora frise que
ainda não há uma definição no sentido. O ex-deputado do PSD menciona a
afinidade do grupo de oposição ao governo Rosalba Ciarlini e assinala
como possíveis também as candidaturas da deputada Fátima Bezerra, ao
Senado, e Wilma de Faria, à deputada federal. "Já está mais ou menos
definido. Eu defendo que o grupo cresça, então esperamos que consigamos
atrair o PMDB", disse ele.
Robinson relatou um encontro que teve
com o ministro Garibaldi Alves, em Brasília, afirmando não haver
impasses com o partido liderado pelo ministro e pelo deputado Henrique
Alves. "Eu sou a favor, mas Wilma já pensa diferente. Nós temos
conversado para chegarmos em um denominador comum", enfatizou, lembrando
a afinidade de ambos os grupos no plano nacional, já que todos apóiam a
presidenta Dilma Rousseff.
Ele destacou que o diálogo com os
peemedebistas está aberto, embora não tenha havido qualquer compromisso
formal até agora. "Eu não tenho propósito de disfarçar. Fui deputado
mais votado várias vezes e acho que estou credenciado para viabilizar o
meu projeto. É lógico que falta mais de um ano e muita coisa pode
acontecer, mas vou em busca do meu sonho", enfatizou Robinson Faria.
Para o vice-governador, reunir aliados, traçar estratégias e discutir
possibilidades, como vem fazendo a oposição, não é um ato de ansiedade.
"Temos nos reunido para conversar e disputir possibilidades. O que tem
de mal nisso?", indagou o ex-parlamentar.
Coligações terão influência no cenário nacional
Os
rumos dos partidos e alianças na disputa eleitoral de 2014 no Rio
Grande do Norte não terão influência apenas das articulações
empreendidas pelas lideranças e dirigentes partidários locais. Há
definições da política nacional que vão influenciar no Estado e podem
ter implicações na escolha de candidato ou formação de coligações.
Uma
dessas definições certamente envolverá a criação de novos partidos ou
fusão de siglas até setembro. Isso abre a possibilidade de parlamentares
e outros detentores de mandato trocarem de filiação sem risco de
punição por infidelidade partidária, desde que passem para a nova
legenda.
A ex-senadora Marina Silva está entre os políticos com
projeção nacional que declaram o interesse em criar um novo partido. O
embrião da futura legenda é o Movimento Social Nova Política,
articulação suprapartidária lançada no ano passado pela ex-ministra do
Meio Ambiente no governo Lula.
Inicialmente, Marina pretendia
anunciar a intenção de recolher as quase 500 mil assinaturas necessárias
para formar a nova legenda na semana que vem, mas foi aconselhada a
adiar para fevereiro, na reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional.
A ideia é que o novo partido seja formado com políticos oriundos de
várias legendas.
Fonte: TN Online